quinta-feira, 3 de junho de 2010

Reflexão 4ª postagem

Realmente tenho priorizado, para o blog, uma reflexão mais teórica, por ter sido esse o meu entendimento a respeito desse espaço. Mas concordo contigo que não dão visibilidade da minha prática. No entanto tenho feito essas reflexões teóricas a partir do que tenho vivido ou direcionado minha prática em sala de aula.

A escola por um longo período foi muito mais um espaço de passar informações, apresentando informações que o aluno deveria repetir para ser aprovado de ano, de série. O professor como detentor do saber e o aluno depositário deste saber. Hoje o papel desse professor foi substituído pelos meios de comunicação de massa, a internet está cada dia mais presente, até nas camadas mais pobres. Além de conteúdos precisamos nos preocupar com metodologias que tornem os espaços escolares lugar de aprendizagem. O professor não precisa mais se colocar como dono do saber, mas como mediador dos diferentes saberes que estão dentro da sua sala de aula. Estou novamente teorizando, isso para dizer que a maneira como os alunos estão sentados pode facilitar ou dificultar uma nova proposta. Permitir que os alunos conversem sobre o que estão aprendendo, expressar o que sabem sobre a proposta que o professor trás, faz parte dessa nova metodologia. Como também aprender a conviver em grupo.

Um exemplo; depois de sentados juntos no mesmo grupo, alguns alunos estavam se distraindo e se desviando do envolvimento necessário para as atividades. Na hora da troca de grupo a aluna Ana escolheu o colega Rodrigo para o seu grupo com o seguinte argumento. “Eu convido o Rodrigo para o meu grupo porque ele e o Bruno não estão mais dando certo juntos. Assim eles não vão aprender mais.” Eles concordaram, e a mudança aconteceu sem a minha intervenção. Uma mediação feita pelo grupo. O mesmo não aconteceu com o João. Por várias vezes, em aula quando cobrei mais envolvimento e responsabilidade do aluno João, ele reclamava do colega Leandro que sentava ao seu lado e era culpado por atrapalhá-lo. Inclusive o pai foi cobrar dele a distração e ele culpou o colega, o pai havia me pedido para separá-los. Na hora da mudança de grupo o primeiro que ele escolheu para formar o seu grupo foi o Leandro. Nesse momento achei necessária minha intervenção. Sugeri ao João que analisasse se o Leandro o atrapalhava tanto seria legal sentarem juntos? Ele pensou um pouco e disse que seria melhor não sentarem juntos. Ele adorava sentar com o Leandro, mas tem dificuldade de assumir seus atos. Conviver em grupos, administrar conflitos para que o grupo possa crescer de forma que cada um cresça com o grupo são objetivos da minha proposta para desenvolver a cidadania. Como sujeitos fazemos parte de diferentes grupos sociais.

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