Planejar uma aula significa pensar o que se pretende realizar, isso envolve intencionalidades, justificativas para nossas escolhas. Fazer o registro desse planejamento tem se mostrado uma tarefa difícil. Diferente de fazer os relatos da prática. O planejamento pede uma linguagem mais formal a qual tenho mais dificuldade. Minha escrita sempre foi muito sintética, e muitas vezes não sei que palavra usar para expressar exatamente o que intenciono. Os muitos anos de magistério me deram uma “segurança” para minha prática e me afastaram de exercício do registro. Depois de tantos anos estes eram os mais sintéticos possíveis. Agora, com a prática do estágio, esta escrita é que comprovará a minha ação. Percebo assim que tenho outro grande desafio, romper com a barreira do silêncio através do registro. Estou me esforçando, pois acredito no registro como uma conexão para a reflexão. Este resgate só um estágio poderia me devolver, embora esteja enfrentando dificuldades estou apostando no meu crescimento e na importância dele para tornar a minha prática docente mais consciente, mais intencional.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
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Um comentário:
Oi Loiva,
Muito interessante tua reflexão sobre a importância do registro. Ele, em certa medida, nos permite expor de modo mais crítico e consciente nossa maneira de compreender a realidade, no caso, a prática pedagógica. Essa reflexão é já uma interpretação da prática. Por isso, um registro minucioso, atento, reflexivo permite redimensionar o trabalho, buscar novos rumos, novas possibilidades, aprimorar o trabalho.
Traga para o teu blog mais elementos acerca da tua prática, de tuas escolhas, de como tens avaliado teu planejamento, como tens resolvido os conflitos que vão surgindo...
Seguimos conversando!
Beijos, Rô Leffa
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