terça-feira, 16 de junho de 2009
Eduação Inclusiva
Este semestre tem nos apresentado uma proposta de possibilidades de trabalhar com as diferenças. Pra mim foi uma relação nova, pois não havia estudado tão de perto o funcionamento das possibilidades de um deficiente a partir da inclusão nas classes regulares de uma escola comum. Dar-me conta do quanto estamos despreparados para trabalhar com a inclusão e entender que ela é tão necessária. A necessidade de mudança de concepção, revendo o papel da inclusão, saber reconhecer e valorizar a diferença e entender que as pessoas se desenvolvem nas relações sociais, e que a escola é um espaço com oportunidades diversas para experimentar estas relações. Perceber também a falta de políticas públicas para viabilizar a educação inclusiva, desde providenciar meios de acessibilidade nas escolas e recursos materiais e humanos para garantir a aprendizagem. Vejo um longo caminho a ser construído, para garantir a inclusão escolar.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Semana Acadêmica
Quarta feira, dia 27 de maio disponibilizei um tempo para assistir a apresentação
das nossas colegas na Semana Acadêmica da Universidade, no Salão EAD. Foi uma experiência
muito interessante. Primeiro pela possibilidade de ver nossas corajosas colegas se desafiarem, fizeram uma bonita apresentação, estão de parabéns. Segundo saber um pouco mais sobre o que acontece em outros cursos de EAD. Terceiro que todos temos experiências que podem ser socializadas num espaço como esse.
domingo, 17 de maio de 2009
Questões étnico-racial
Trabalhar e defender o trabalho das questões afro-brasileiras e indígenas até este semestre era uma tarefa muito complicada pra mim, a falta de esclarecimento para trabalhar a proposta era uma coisa absurda, sei também que esta não era uma dificuldade só minha. A partir da interdisciplina: Questões Étnico-Raciais Na Educação: Sociologia e História este tema passou a ter sentido, e fazer sentido. Encontrei nas palavras da Orientadora Educacional Marilene Paré o que esta interdisciplina me proporcionou e que deveria ser proporcionado a todos os professores, que é; socializar os conhecimentos sobre a cultura indígena e negra aos professores, dar fundamentação para trabalharmos a heterogeneidade étnica e cultural existente em nosso país. Os professores precisam reconhecer esta multiculturalidade para poderem trabalhar com ela, em especial a africana, pois conforme diz a orientadora: “A escola brasileira até esta data não tem sido competente no trato com a cultura dos seus educandos, especialmente com o grande contingente de origem africana que por ela perpassa e que compõe a maioria da população do país.”
domingo, 26 de abril de 2009
Entendimentos
A partir dos estudos das epistemologias genéticas, passei a refletir sobre; a maneira como concebemos o processo de aprendizagens do sujeito é determinante para formação desse sujeito. O conceito que temos do que é o conhecimento, de como acontece à aprendizagem é fundamental para nossas ações como sujeitos nesse processo na atuação com nossos alunos e alunas. Então comecei a relacionar a importância desse entendimento para o processo de inclusão dos portadores de necessidades educacionais especiais, na inclusão dos estudos das culturas afros e indígenas. Em que modelo pedagógico os sujeitos serão realmente incluídos? Em que modelo pedagógico nossos alunos e alunas terão oportunidade de entender as questões étnicas? Tudo isso me leva a questionar a serviço de quem eu faço educação, qual a minha concepção de cidadania? Então vejo que primeiro de tudo preciso superar minhas ignorâncias a cerca dessas propostas, o que está sendo oportunizado por todas as interdisciplinas desse eixo, por outro lado é preciso identificar meus preconceitos e combatê-los, pois estes são culturais, vivemos numa sociedade preconceituosa e somos influenciados por ela. Desde acreditar que o sujeito aprende só na escola, ou que a capacidade de aprender já nasce com o sujeito, até a questão de que os negros são excluídos por que querem, por incapacidade, que os deficientes não produzem por que investir neles.
Para que a escola cumpra seu papel de realmente promover a integração e buscar a igualdade social nós educadores precisamos acreditar que podemos fazer isso, mas acima de tudo temos que ter internalizado esses conceitos.
Para que a escola cumpra seu papel de realmente promover a integração e buscar a igualdade social nós educadores precisamos acreditar que podemos fazer isso, mas acima de tudo temos que ter internalizado esses conceitos.
domingo, 22 de março de 2009
PAS
Estamos dando início ao VI eixo do nosso curso, a metade final, nossa primeira aula presencial, teve o caráter de nos trazer de volta a realidade acadêmica e nos motivar para o envolvimento em mais um semestre.
A apresentação dos Projetos de Aprendizagens proporcionou reflexões que acomodou um pouco as angústias que causou ao longo do semestre anterior com a proposta dos PAS. Apropriar-se da metodologia para trabalhar as diferentes áreas do conhecimento, as diferentes disciplinas do currículo escolar, me levou a entender os PAS como forma de envolver os alunos em aprendizagens significativas, coloca-lo como protagonista na busca do conhecimento. Tarefa ainda, difícil. Perguntar a nossos alunos o que querem aprender nos desestabiliza, parece nos tirar do nosso lugar de donos do conteúdo escolar, especialmente quando nos deparamos com assuntos que não temos tanto conhecimento ou que não sabemos a resposta. Realizar um PA foi complicado, pois todo o tempo estava preocupado com o resultado e não com o processo, a falta de experiência dessa proposta travou a evolução do projeto, e mesmo depois, sabendo que o objetivo era apropriação de uma metodologia, a falta do exercício de envolvimento para fora da pesquisa de sala de aula foram fatores determinantes para o resultado que tanto me preocupava. Penso que é necessário aprofundar mais meus conhecimentos sobre a metodologia dos PAS para poder aplicá-la em sala de aula. Muito bom saber que esta é a proposta do seminário integrador desse eixo.
A apresentação dos Projetos de Aprendizagens proporcionou reflexões que acomodou um pouco as angústias que causou ao longo do semestre anterior com a proposta dos PAS. Apropriar-se da metodologia para trabalhar as diferentes áreas do conhecimento, as diferentes disciplinas do currículo escolar, me levou a entender os PAS como forma de envolver os alunos em aprendizagens significativas, coloca-lo como protagonista na busca do conhecimento. Tarefa ainda, difícil. Perguntar a nossos alunos o que querem aprender nos desestabiliza, parece nos tirar do nosso lugar de donos do conteúdo escolar, especialmente quando nos deparamos com assuntos que não temos tanto conhecimento ou que não sabemos a resposta. Realizar um PA foi complicado, pois todo o tempo estava preocupado com o resultado e não com o processo, a falta de experiência dessa proposta travou a evolução do projeto, e mesmo depois, sabendo que o objetivo era apropriação de uma metodologia, a falta do exercício de envolvimento para fora da pesquisa de sala de aula foram fatores determinantes para o resultado que tanto me preocupava. Penso que é necessário aprofundar mais meus conhecimentos sobre a metodologia dos PAS para poder aplicá-la em sala de aula. Muito bom saber que esta é a proposta do seminário integrador desse eixo.
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Vida Profissional
Esse foi um semestre muito intenso na minha vida profissional. Trabalhar numa escola da rede pública estadual, por si só, já é um atentado ao nosso equilíbrio emocional, pois passamos por privações de toda ordem. Um estado que investe o mínimo necessário em educação, onde tudo é tratado na urgência dos fatos, com certeza, propositalmente, e que agora desafia nossa categoria a tomar atitudes extremas como uma grave ao final do ano letivo. Os conflitos gerados em função disso foram muitos, o problema fez parte das nossas discussões ao longo do semestre gerando um stress muito grande a todos os profissionais da educação. Estar na direção escola nessa situação foi conflitante, sofrido, mas foi um grande aprendizado.
Novos desafios
As interdisciplinas desse eixo mexeram muito comigo. Trouxe abordagens bastante importantes para o cargo que desempenho, hoje, na escola onde trabalho, que é a gestão escolar. Oportunizaram-me refletir sobre a importância desse papel para construção de uma escola pública de qualidade para todos e todas. O grau de responsabilidade que tenho, e junto à necessidade de saber mais e melhor sobre o que faço como diretora de uma escola pública. Por tudo o que li e estudei ao longo do semestre constatei que a qualidade da educação está diretamente ligada à competência de seus profissionais. É preciso que os profissionais tenham articulado conhecimentos, habilidades e atitudes para desempenhar suas funções. Também acredito que, ser gestora de uma escola sem a formação adequada, para tal, faz parte de um plano político e ideológico para a educação, pois a LDB atual prevê cursos de formação para gestores no exercício do cargo, mas que há pouco tempo está timidamente sendo divulgado, e é, hoje, um grande desafio para os sistemas de ensino. O que fazemos, hoje, é por ensaio e erro, estamos aprendendo “na marra”. Hoje me sinto desafiada a fazer uma especialização em gestão escolar. Para poder trabalhar com mais conhecimento, mais propriedade e intencionalidade foi o que me motivou a fazer esse curso.
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