sexta-feira, 23 de abril de 2010

Planejar uma aula significa pensar o que se pretende realizar, isso envolve intencionalidades, justificativas para nossas escolhas. Fazer o registro desse planejamento tem se mostrado uma tarefa difícil. Diferente de fazer os relatos da prática. O planejamento pede uma linguagem mais formal a qual tenho mais dificuldade. Minha escrita sempre foi muito sintética, e muitas vezes não sei que palavra usar para expressar exatamente o que intenciono. Os muitos anos de magistério me deram uma “segurança” para minha prática e me afastaram de exercício do registro. Depois de tantos anos estes eram os mais sintéticos possíveis. Agora, com a prática do estágio, esta escrita é que comprovará a minha ação. Percebo assim que tenho outro grande desafio, romper com a barreira do silêncio através do registro. Estou me esforçando, pois acredito no registro como uma conexão para a reflexão. Este resgate só um estágio poderia me devolver, embora esteja enfrentando dificuldades estou apostando no meu crescimento e na importância dele para tornar a minha prática docente mais consciente, mais intencional.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Elaborar as apresentações para meu wiki foi um exercício para refletir sobre os espaços que ocupo profissionalmente. A escola onde trabalho, a sala de aula, meus alunos e os entornos de todos eles. Identificar as limitações e as possibilidades que estes espaços têm é essencial para um bom planejamento.

A Escola Emílio Tarragô, local onde trabalho, tem para nos oferecer uma sala de informática com internet banda larga. Então junto com os alunos vamos criar um blog para socializar nossas produções. Quero também acessar o Google earth para o projeto“Onde estamos” além de utilizar esta ferramenta para alfabetização.

A sala de aula que ocupo, mesmo não sendo muito espaçosa é adequada para realizar as atividades numa proposta de trabalhar em grupos.

E o grande desafio será trabalhar com os vinte e três alunos e alunas que apresentam diferentes níveis no processo de aquisição da leitura e da escrita. Oferecer condições para que cada um possa avançar nesse processo e chegar ao final do ano plenamente alfabetizados.

domingo, 4 de abril de 2010

Outros Desafios

Estou retornando a regência de classe depois de seis anos afastada. Foi com grande expectativa que assumi, em primeiro de março, a turma do segundo ano do Ensino Fundamental de nove anos da Escola Estadual Emílio Tarragô. Para este ano tenho dois desafios interessantes: meu estágio, onde quero colocar em prática aprendizados do curso de pedagogia que estou realizando, especialmente o uso das tecnologias informatizadas na sala de aula; e trabalhar com a proposta metodológica do GEEMPA na alfabetização dos meus alunos.

Quando temos oportunidade de entender um pouco mais dos processos de aprendizagens, aumentam nossas responsabilidades na orientação e mediação desses processos. Sinto-me estreante, com muita vontade de acertar. Tornar o espaço da sala de aula um espaço de muitas aprendizagens.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Linguagen e Educação

A interdisciplina de linguagem e educação possibilitou reflexões bastante interessantes sobre o uso da linguagem pelos diferentes grupos sociais. São estilos diferentes adotados tanto na linguagem oral como na linguagem escrita. Pensar sobre como isso se reflete na educação e como a escola trabalha com essa realidade. Passei a entender que a escola em suas práticas trabalha com um estilo padrão letramento, ignorando essa diversidade lingüística. As escolas padronizam pelas qualidades intrínsecas à escrita, os alunos e alunas que convivem em seu cotidiano com pais escolarizados e que desde muito cedo compartilham desse mundo letrado. E com isso exclui do processo educacional uma parcela muito grande da sociedade que não faz parte desse grupo. Assim a escola que deveria ser para todos fica só no papel e nos discursos de uma minoria escolarizada. Vejo que a escola precisa direcionar sua prática para modelos mais alternativos, considerando a concepção de mundo e a cultura dos diferentes sujeito que nela chegam. Criar um contexto facilitador para transformar os alunos e alunas em homens e mulheres letrados.

EJA

A muito tenho curiosidade de entender como se dá a modalidade da EJA no que diz respeito a sua organização curricular, a falta de tempo e de necessidade imediata, me distanciaram dessa busca. A partir da interdisciplina estou tendo essa oportunidade. Não tinha o entendimento de como acontecem os avanços a progressão. Ainda muito presa a organização por série e a padronização, onde todos devem aprender as mesmas coisas num mesmo tempo dificultavam essa compreensão. Entendi que a modalidade permite uma flexibilidade de organização. Vejo a flexibilidade da organização curricular como princípio de respeito aos sujeitos que por diferentes motivos não puderam freqüentar a escola na idade própria e que por vezes nesta idade também enfrentam muitas dificuldades.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

LIBRAS

A interdisciplina de libras está teoricamente direcionando meu olhar para uma realidade que nunca fez parte do meu cotidiano social e familiar, as necessidades de uma pessoa surda. A partir das leituras, do filme e das discussões com colegas estou dando conta o quanto o tema é interessante e necessário. Passo a compreender que utilizar de gestos, sinais, expressões faciais e corporais é correto para estabelecer comunicação com uma pessoa surda. Além da importância das LIBRAS. O conceito da LIBRAS como uma língua.
Não tinha conhecimento da formação das comunidades surdas dos povos surdos e da luta para serem reconhecidos como sujeitos surdos e não mais como deficientes auditivos. Outro conceito.

Didática, planejamento e avaliação.

Até o momento a interdisciplina de didática tem me levado a muitas inquietações, não por trazer novidades teóricas, pois no sétimo semestre, muitas das questões abordadas já estiveram presentes em outras interdiscplinas, mas por me levar, mais uma vez a refletir sobre minha prática pedagógica. A mim isso inquieta, e muito. Temos visto ao longo do curso que as propostas pedagógicas que determinam nossas práticas fazem parte de um contexto social, político e econômico em determinados períodos da história da humanidade. Percebo mais uma vez que esse processo, não é nem autônomo muito menos democrático, como muitas vezes acreditamos ser. Dar-me conta que tenho reproduzido modas pedagógicas que servem a interesses do poder econômico que exploram uma enorme camada da sociedade é necessário. Mas é necessário também que me aproprie de conhecimentos que possibilitam questionar minha prática para transformá-la com autonomia. Ela sempre será ideológica, mas que essa ideologia seja de inclusão de cada sujeito como cidadão. Como fazer isso? Eis o grande desafio.