domingo, 13 de setembro de 2009

Muitas expectativas

Estamos dando início a mais um semestre do nosso curso. Nossas aulas presenciais já nos chamaram a realidade de pensar questões muito relevantes da nossa prática pedagógica. A questão das diferentes linguagens que fazem parte do cotidiano dos nossos alunos e que não podemos ignorar sob pena do fracasso do nosso trabalho. Esse universo das linguagens precisa estar presente quando planejamos nossa prática. Quem é este aluno e o mundo que o cerca. Então vamos ter a oportunidade de aprender sobre a linguagem dos sinais, que não faz parte do meu cotidiano e também a proposta de trabalho da EJA, um tema que tenho muito para conhecer e aprender. Tenho muitas expectativas de aprendizagens com as interdisciplinas do eixo.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Finalizando o semestre

Estamos finalizando mais um semestre, e com ele a reflexão síntese das aprendizagem desse eixo. Meu envolvimento com as propostas de leituras e reflexões das interdisciplinas foram um tanto tímidas no início do eixo, mas aos poucos foram me envolvendo, e posso dizer que tive aprendizagens muito significativas. Confirmando uma certeza povisória de que uma mudança de concepção epistemológica não garante uma mudança de prática pedagógica, mas sem essa mudança não haverá mudança na prática.

domingo, 21 de junho de 2009

Moralidade

A partir da atividade proposta pela interdisciplina de psicologia, “moralidade na escola” e a leitura dos textos, fazem relações com os estudos da filosofia sobre o “desenvolvimento moral” levando a reflexões a cerca de uma das dificuldades que a escola vem enfrentando, que é a violência nas relações sociais.
Os autores estudados, Adorno e Kant, abordam a necessidade de uma educação já na primeira infância para evitar que o sujeito cometa atos bárbaros. Uma educação para o autoconhecimento crítico. A educação entendida como disciplina e instrução com a formação. A disciplina para o domínio da selvageria e a instrução para desenvolver o raciocínio para que a natureza humana possa se desenvolver e seguir o seu destino.
A psicologia ajudou-me a entender como podemos e devemos, enquanto escola ajudar na construção do desenvolvimento moral das nossas crianças.
Entender o quanto as relações interpessoais podem colaborar para o desenvolvimento da moral autônoma, que a escola é um ambiente que reúne grupos, que possui relações de respeito, então a construção desse desenvolvimento faz parte do compromisso da escola.
Para que a escola possa cumprir esse papel é importante entender como as crianças desenvolvem essa moralidade. Piaget (1994) indicou duas principais formas de estabelecer relações e respeito: uma permeada pela coação adulta e pelo respeito unilateral, que eu entendo aqui pela disciplina defendida por Kant, e outra em que permeia a cooperação a reciprocidade e o respeito mútuo. ”As relações de cooperação necessitam de comprometimento de ambos os envolvidos, o que só é possível a partir da descentração cognitiva e de uma compreensão do sistema de regras em que se está inserido.” O que acredito que só será possível pela instrução, a escola deve proporcionar atividades que levem ao desenvolvimento do raciocínio da auto- reflexão crítica, para constituir-se um sujeito autônomo.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Eduação Inclusiva

Este semestre tem nos apresentado uma proposta de possibilidades de trabalhar com as diferenças. Pra mim foi uma relação nova, pois não havia estudado tão de perto o funcionamento das possibilidades de um deficiente a partir da inclusão nas classes regulares de uma escola comum. Dar-me conta do quanto estamos despreparados para trabalhar com a inclusão e entender que ela é tão necessária. A necessidade de mudança de concepção, revendo o papel da inclusão, saber reconhecer e valorizar a diferença e entender que as pessoas se desenvolvem nas relações sociais, e que a escola é um espaço com oportunidades diversas para experimentar estas relações. Perceber também a falta de políticas públicas para viabilizar a educação inclusiva, desde providenciar meios de acessibilidade nas escolas e recursos materiais e humanos para garantir a aprendizagem. Vejo um longo caminho a ser construído, para garantir a inclusão escolar.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Semana Acadêmica

Quarta feira, dia 27 de maio disponibilizei um tempo para assistir a apresentação

das nossas colegas na Semana Acadêmica da Universidade, no Salão EAD. Foi uma experiência

muito interessante. Primeiro pela possibilidade de ver nossas corajosas colegas se desafiarem, fizeram uma bonita apresentação, estão de parabéns. Segundo saber um pouco mais sobre o que acontece em outros cursos de EAD. Terceiro que todos temos experiências que podem ser socializadas num espaço como esse.

domingo, 17 de maio de 2009

Questões étnico-racial

Trabalhar e defender o trabalho das questões afro-brasileiras e indígenas até este semestre era uma tarefa muito complicada pra mim, a falta de esclarecimento para trabalhar a proposta era uma coisa absurda, sei também que esta não era uma dificuldade só minha. A partir da interdisciplina: Questões Étnico-Raciais Na Educação: Sociologia e História este tema passou a ter sentido, e fazer sentido. Encontrei nas palavras da Orientadora Educacional Marilene Paré o que esta interdisciplina me proporcionou e que deveria ser proporcionado a todos os professores, que é; socializar os conhecimentos sobre a cultura indígena e negra aos professores, dar fundamentação para trabalharmos a heterogeneidade étnica e cultural existente em nosso país. Os professores precisam reconhecer esta multiculturalidade para poderem trabalhar com ela, em especial a africana, pois conforme diz a orientadora: “A escola brasileira até esta data não tem sido competente no trato com a cultura dos seus educandos, especialmente com o grande contingente de origem africana que por ela perpassa e que compõe a maioria da população do país.”

domingo, 26 de abril de 2009

Entendimentos

A partir dos estudos das epistemologias genéticas, passei a refletir sobre; a maneira como concebemos o processo de aprendizagens do sujeito é determinante para formação desse sujeito. O conceito que temos do que é o conhecimento, de como acontece à aprendizagem é fundamental para nossas ações como sujeitos nesse processo na atuação com nossos alunos e alunas. Então comecei a relacionar a importância desse entendimento para o processo de inclusão dos portadores de necessidades educacionais especiais, na inclusão dos estudos das culturas afros e indígenas. Em que modelo pedagógico os sujeitos serão realmente incluídos? Em que modelo pedagógico nossos alunos e alunas terão oportunidade de entender as questões étnicas? Tudo isso me leva a questionar a serviço de quem eu faço educação, qual a minha concepção de cidadania? Então vejo que primeiro de tudo preciso superar minhas ignorâncias a cerca dessas propostas, o que está sendo oportunizado por todas as interdisciplinas desse eixo, por outro lado é preciso identificar meus preconceitos e combatê-los, pois estes são culturais, vivemos numa sociedade preconceituosa e somos influenciados por ela. Desde acreditar que o sujeito aprende só na escola, ou que a capacidade de aprender já nasce com o sujeito, até a questão de que os negros são excluídos por que querem, por incapacidade, que os deficientes não produzem por que investir neles.
Para que a escola cumpra seu papel de realmente promover a integração e buscar a igualdade social nós educadores precisamos acreditar que podemos fazer isso, mas acima de tudo temos que ter internalizado esses conceitos.